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Menino besta cheio de sonhos aprisonado no corpo de um homem sóbrio e cheio de desejos.

Escolha a dose.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tenho pressa.

Pra que a pressa? Tenho todo o tempo do mundo e um mundo num segundo se conta a cada minuto. Cresço olhando sobre meus ombros, vendo o que se passou, não foi nada comparado o que ainda passará. Levam-se anos para construir e segundos para destruir. Vão-me passar dezenas de vidas como passam as águas de um rio que nunca mais voltarão, pois não importa o que tenho, mas sim, a quem tenho. Qual o tamanho dos meus sonhos? Quão grande é minha ousadia? Onde quero chegar? Ouso contar meus sonhos em confiança, acordo, não durmo, abraço a calma imperfeita e mesmo que tardio, mesmo assim, sorrio. Desamarro a alma, respiro, me alimentará a calma e a esperança, e vou pisar sem desconfiança as tábuas da ponte do que há de vir. Vivo sem pressa porque o ontem já se foi e o amanhã talvez, nunca virá. Sonho de novo como se fosse viver para sempre e vivo, como se fosse morrer amanhã.


3 comentários:

vivian disse...

..vivo como se fosse morrer amanhã...na mosca David. Que luz, obrigada.

Marisa Mattos disse...

Falar desses textos maravilhosos é como colocar pimenta na comida sem saber se arde muito ou pouco, cabe (no caso) a eu arriscar ou não... Tuas palavras soam como melodias escolhidas a dedo para cada termo que expressa um sentimento vivido e se não vivido uma vontade imensa de viver, se aventurar!...
Em cada gota de palavra uma essência especial... Adorooo!
Beijos apimentados =*

David Sento-Sé disse...

Profundamente encantado eu fico.