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Menino besta cheio de sonhos aprisonado no corpo de um homem sóbrio e cheio de desejos.

Escolha a dose.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pelas Borboletas.

Nascida lagarta, frágil e faminta, gastou metade da curta vida em vão pra enfim vir a ser o que é. Vive então pelo mundo num inconcebível esforço de viver, sempre a se esquivar de bicadas precisas e ventos cruéis, nessa vidinha de migrar interminável a que se propõe, apenas em busca da parceria certa. O mínimo frio lhe paralisa as asas, que horas servem de aviso inútil “Não me coma.”, horas lhe permite o induzido desaparecer camuflado e breve repouso.
Para se alimentar precisa sorver o néctar mais profundo das flores, para beber se expõe em águas rasas e quase tudo à sua volta parece conspirar para que padeça.
Imagine tentar caminhar feliz enquanto lhe arremessam centenas de bolas de boliche. Para ela, seria apenas mais uma chuva.
Mesmo assim ela voa e é linda ao voar.
No fundo, somos todos borboletas.
e.

3 comentários:

vivian disse...

Meu amigo, vou morrer borboleta.

Menina de óculos disse...

Eu tenho essa sensação de ter gasto metade da vida em vão ...
Espero, pelo menos, ser borboleta em algum momento da vida.
:)

David Sento-Sé disse...

Lembra de voar menina de Óculos. De voar.