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Menino besta cheio de sonhos aprisonado no corpo de um homem sóbrio e cheio de desejos.

Escolha a dose.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pés no chão

   Hoje morreu um anjo, que em algum lugar, morava dentro de mim. Morreu de morte morrida e não de morte matada, morreu não pela maldade de quem mata anjos como fazem alguns.
   Meu anjo, morreu pela pura impossibilidade de voar. E como todo mundo sabe, quando um anjo não pode voar vira mortal.
   Morreu como nasceu e acho até, que só mesmo eu, sei que ele era um anjo. Viveu até hoje em silêncio num cantinho do meu peito, onde fez ninho sem pedir licença. Sei que era um anjo porque eu tinha sua companhia em mim como uma forma de proteção. Acordava e dormia comigo, me sussurrava coisas no ouvido, me iluminava e, vez por outra, se divertia confundindo meus pensamentos, coisa de criança treteira que se diverte, inconseqüente, fazendo pilhéria da gente.
   Sorri aqui agora lembrando de quantas vezes ele se fez de diabinho só pra me infernizar.
  Sonhei muito em poder voar junto com ele. Voar juntos. Mas talvez eu, sendo tão estupidamente humano, tenha sido a causa desse voo, que nunca aconteceu, ter se tornado impossível.
   Acho que morrer assim foi a forma que ele encontrou para se libertar de mim. Me cabe agora desejar que, sem ter meu peito como prisão, ele possa realizar seus sonhos e finalmente, usando suas asas, consiga voar.
   Com os dois pés no chão, eu, vou caminhar sozinho.











Que se vá.

4 comentários:

Marisa Matos disse...

Sonhei, vi e voei com ele que me pôs de pé em nuvens de terra.
É de grande valia suas palavras em nossas vidas.

Beijo treteiro;
Roberta Marisa.

Pantera nirvana disse...

Seu anjo morreu,assim como alguns outros....deve ser por isso ke se ve anjos andando por ai....
amo suas palavras,bjo

Lidiane D` Vaila disse...

Não consigo ler essas palavras sem me emocionar... São lindas!

lidiane disse...

E mais uma vez suas palavras me caem como uma luva...